Momentos

Jesus afirma, e quanto a mim muito bem, que um jogo de futebol é composto por vários momentos e é pelo controle dessas várias fases que se começam a perder e a ganhar jogos. No passado Domingo isto tornou-se uma evidência com o descontrole em alguns momentos chaves que acabaram por ser decisivos no desfecho da partida.
A vitória no jogo era, a meu ver, fundamental. Não só porque selava de vez o campeonato mas principalmente porque abria uma profunda ferida numa forma de estar no futebol e no desporto que importa erradicar. O FCP através dos seus representantes (dirigentes, claques) prepararam este jogo incutindo medo, receio, assumindo uma guerra que ninguém estava interessado em comprar. Logo aí começaram a ganhar o jogo, uma vez que, contra todas as minhas expectativas os adeptos não compareceram. Esperava uma afluência de Benfiquistas na ordem dos 20.000 e seguramente não éramos mais de 4.000 audíveis adeptos.
A equipa também acabou por ceder à pressão e à envolvente criada, ao contrário de uma postura guerreira viu-se um Benfica descontraído que resvalou para a desconcentração (os dois golos do FCP são disso exemplo máximo) não sabendo gerir o momento que lhe tinha acabo de cair do céu (expulsão e golo do empate).

Temos agora mais uma e derradeira oportunidade para conquistarmos o campeonato, confesso que estou apreensivo para o jogo dadas as ausências e estranhas motivações que se vão apoderando dos árbitros (vide Olegário), de equipas (Vide Naval frente ao Benfica, Braga e Sporting) de jogadores (vide guarda-redes do Paços de Ferreira nos jogos contra Benfica e Braga). A vitória é essencial, o empate permitirá fazer a festa mas lembrem-se, o campeonato Português é pródigo em situações estranhas e a questão em torno do Naval não está resolvida.

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