A história deste Mundial começa no dia 19 de Novembro de 2008 no dia em que perdemos por 6 a 2 frente ao Brasil. Quando questionado pelas razões que justificavam esse humilhante resultado, disse o nosso professor “já sabia com quem podia ir para a selva”.
Foi esta frase lapidar que deu início ao fim da mais valiosa herança de Scolari. Forte liderança. Forte espírito de grupo conquistado com a defesa intransigente dos “seus meninos”
Carlos Queiroz adoptou atitude inversa e responsabilizou no seu primeiro grande desaire.
Diz o povo e com razão quem semeia ventos colhe tempestades. E assim foi.
Fase de Apuramento
Chegámos ao Mundial obrigados a disputar um play-off com a Bósnia-Herzegovina depois de uma péssima prestação na fase de apuramento onde não conseguimos vencer nenhum dos jogos contra os nossos adversários directos, “as portentosas” Suécia e Dinamarca. Durante esta fase, numa atitude desesperada Carlos Queiroz recorreu à naturalização de Liedson (31 anos?) e ainda tentou as dos gémeos brasileiros Fábio e Rafael numa viagem relâmpago a Manchester. Felizmente ambos recusaram
Convocatória
Apurados, etapa seguinte a convocatória. O limitado universo de seleccionáveis levava a crer que a escolha dos eleitos a viajar para Africa do Sul seria um momento pacífico e potencial recuperador do espírito positivo em volta da selecção. Mas a sua total falta de sensatez e de critério coerente deitam tudo a perder. Duas semanas antes de anunciar os 23 eleitos anunciou um pré grupo de 50 onde não constava o nome de Manuel Fernades que veria a constar nos sete jogadores de prevenção a eventual lesão dos convocados. Deixa de fora o guarda-redes Quim – “Não era um opção de futuro” para uma competição com 30 dias de duração e João Moutinho o único totalista de todas as suas anteriores convocatórias. Unanimemente também foi reconhecido que se esqueceu de um suplente natural para a posição de Deco. Em resumo optou por levar 3 GR, 9 defesas, 5 médios, 3 extremos e 3 avançados. Entre os quais estava Pepe que não jogava à mais 6 meses. Tudo pesado o futuro não era prometedor.
Mundial
Em terras de África vários casos: Nani, Ruben Amorim, Deco e Ronaldo.
Nani - A sua misteriosa lesão tão mal explicada sem qualquer comentário da equipa médica da selecção a mostrar mais uma vez uma clara falta de Liderança na defesa do jogador e do grupo de trabalho. Prova foram as palavras de Nani que desmentiam a justificação oficial.
A sua substituição por Ruben Amorim adensou a polémica sobre o acerto das suas primeiras escolhas. Chamar um defesa/médio para um lugar de um extremo/avançado foi elucidativo.
Ruben Amorim - À acrescentar às circunstâncias polémicas da sua escolha e não ás dos seus méritos, (para muitos deveria constar na lista inicial dos 23), no jogo de estreia de Portugal foi a primeira opção vinda do banco. E pergunto eu como é possível um treinador explicar aos restantes elementos que o 24º jogador com apenas 6 dias de estágio passar para 12º. Mais uma evidência da incapacidade do seleccionador de lidar com o balneário.
Deco - A primeira consequência do desastre d o reinado de Queiroz. O luso-brasileiro, desagradado com a sua substituição arrasou com as opções técnico-tácticas do seleccionador. Queiroz ouviu e na sua forma característica de decidir mal fez surgir mais uma lesão e contentou-se com um pedido de desculpas. Dando mais uma demonstração de total inabilidade na gestão d o grupo.
Ronaldo - Acabados de ser eliminados nos oitavos de final pela Espanha e já após banho tomado Ronaldo foi questionado naquele estilo jornalístico abutre sobre as justificações a dar ao país, respondeu aquilo que muitos tinham vontade de dizer: “perguntem ao Carlos Queiroz”. Eu diria o mesmo.
Ronaldo é provavelmente depois de Eusébio o melhor jogador português de todos os tempos. È considerado como um dos melhores do Mundo. E nas suas palavras entendi o reflexo da frustração de jogar numa equipa de nível razoável orientado por um técnico sem competência para comandar/orientar homens, nem saber para aproveitar o seu talento naquele que deveria ser o seu Mundial.
P.S. sei que muitos iram afirmar que Ronaldo é o mais caro jogador do Mundo e que se exige a um capitão outro discurso. Correcto, mas também convém lembrar que Carlos Queiroz é o 7º mais bem pago dos 32 presentes no último Mundial. E curriculum só com os meninos e foi em tempos longínquos.
A primeira vez que foi selecciona dor nacional Queiroz na hora de se ir embora que coincidia com a hora de falhar o apuramento para o Mundial de 1994 disse que: “a porcaria que existia na FPF tinha de ser varrida”. À data o presidente era Gilberto Madail o mesmo nos dias de hoje. Facto que explica melhor a coerência das opções do Carlos Queiroz do que todo o texto que vos escrevi anteriormente.
MLeal
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