Chicotada Psicológica

Não sou grande admirador de alterações a meio da época desportiva, tenho a opinião e mantenho que o sucesso de uma equipa tem mais a ver com a organização estrutural do clube do que com o individuo que orienta a equipa, por norma este não é o problema faz é parte desse problema. No entanto, também acho, que em determinadas circunstâncias essa alteração é benéfica e representa o abanão que permite reorganizar o clube colocando-o no caminho do desejado sucesso. Gosto da estabilidade desde que essa não seja medíocre ou mediana.
O Benfica deste ano enquanto equipa é uma sombra da campeã na passada temporada sendo que as ausências de Di Maria, Ramires e as infelizes arbitragens dos suspeitos do costume não constituem por si só razão suficiente para tamanha diferença. Jogadores determinantes como David Luiz, Saviola e Cardozo parecem agora perfeitamente banais e apenas o último tem a desculpa do Mundial. A equipa está amorfa, joga a passo, parece cansada, demasiado cansada, os jogadores, na sua esmagadora maioria arrastam-se pelo campo, Maxi, Ruben Amorim e Javi Garcia jogadores de combate e de grande garra são disso um confrangedor exemplo. Se para muitos esta situação é estranha e sombria, para quem acompanha os treinos da equipa no Seixal e acompanhou no ano passado são evidentes as diferenças em especial no timoneiro. É tempo de agir, importa tomar decisões que permitam lutar pelos objectivos ainda possíveis (lugar de acesso à Champions, conquistar taça de Portugal e da Liga, e passar a fase de grupos na liga dos campeões deste ano), pelo que defendo o despedimento de Jorge Jesus o catedrático de futebol com ordenado de 200.000,00€ e a contratação de Jorge Jesus o trabalhador com ordenado de 50.000,00€.

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