O Pedro Ferreira, da Tertúlia Benfiquista, perguntou, há dias, se, no Benfica, é mais o que nos une ou o que nos separa. Veio esta pergunta a propósito das "opiniões extremadas (concordantes ou discordantes) sobre as decisões da Direcção da SAD e dos Órgãos Sociais".
Curiosamente, o jornal A Bola, hoje, e muito bem, assinalou a efeméride dos 10 anos da vitória do (Benfica) Manuel Vilarinho contra o Vale e Azevedo com uma entrevista em que o nosso antigo presidente fez algumas declarações interessantes e lembrou as dificuldades que o Benfica sentiu no período pós-Vale.
Entre os benfiquistas, no seu mandato, rapidamente se chegou à conclusão que a eleição do Manuel Vilarinho representou a salvação que o Benfica necessitava mas muitos, pouco tempo antes dessas eleições, não a reconheciam.
Após dois anos de mandato, pese os maus resultados da equipa de futebol, continuou a ser um presidente inquestionavelmente admirado e merecedor dos agradecimentos e elogios dos sócios do Benfica. Um dia, no Casal Vistoso, a direcção presidida pelo Vilarinho propôs, em assembleia, uma ideia já antiga do presidente e que, na sua opinião, ajudaria a viabilizar o Benfica enquanto clube: O desinvestimento quase total nas chamadas modalidades amadoras.
Pois bem, como se sabe, a proposta foi chumbada por larga margem. Além disso, o sócio António Figueiredo não lhe poupou o vexame de propor à assembleia a votação da criação da quota suplementar das modalidades que foi aprovada com uma larga maioria (com a minha abstenção, diga-se).
É este o Benfica que eu admiro. Um Benfica que, não obstante o enorme reconhecimento pela dedicação e acção de um presidente, não se escusou a recusar uma das suas propostas, por emblemática que fosse para ele.
Respondendo à pergunta:
Tudo nos une no mesmo objectivo - Tornar o Benfica cada vez maior e mais glorioso. Os caminhos para lá chegar é que diferem. Felizmente, sempre foi assim no Benfica.
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