Parece-me que nesta guerra de palavras, comunicados e outras intervenções, o Benfica deve definitivamente optar por uma posição de grande sobriedade e contenção.
Devemos falar pouco, poucas vezes e só quando houver algo de realmente importante a dizer, suportado com factos tão irrefutáveis quanto possível.
E devemos sobretudo agir, sempre que a oportunidade surja.
O fcp vive há anos de criar polémicas, alimenta-se disso, consegue atenção dos media. É uma guerra que não conseguimos ganhar, porque tal como lembrava o D'Arcy há dias, se discutimos com um idiota descendo ao seu nível, ele ganha-nos em experiência.
Os dirigentes, responsáveis, técnicos e jogadores do Benfica devem deixá-los a falar sozinhos, e sobretudo nunca deverão responder directamente às atoardas e provocações que daquelas bandas vêm.
Há insultos? Agressões? Apedrejamentos? Processo em tribunal. Mentiras? Acusações infundadas? Desmentimo-las suportados em factos, em linguagem simples e clara, sem as "ironias" e metáforas duvidosas de que eles tanto gostam. O resto? Ignora-se.
Falar pouco, agir muito, e sempre bem.
Vão ver que eles se cansam.
PS - adicionado dia 14
Só para ilustrar o que eu pretendo dizer, ontem o nosso Director de Comunicação fez exactamente o que eu acho que não se deve fazer; em primeiro lugar veio mais uma vez responder a um comunicado do fcp, ou seja, continuamos na absurda "guerra de respostas" e ainda por cima a reboque do nosso adversário; e pior ainda, não resisitiu a incluir na resposta uma "ironia" sobre um livro de um escritor espanhol sobre dragões. Desnecessário. Volto a repetir: 1 - nunca lhes responder; 2 - comunicar em linguagem simples e clara, sem "floreados" de gosto e eficácia duvidosos, e só quando estritamente necessário.
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