Ano novo, velhos problemas

Confesso que o meu optimismo para a presente temporada sofreu um forte abalo nos últimos dias. Não esperava grandes exibições nos jogos de fim-de-semana mas mantinha uma expectativa em relação à correcção de erros que se verificaram na última época, o que não está a suceder.
Perante as contratações efectuadas e dada a evidência das lacunas que o sistema táctico usado por JJ demonstrava, tinha a expectativa de ver o sistema do nosso Benfica assentar num 4-3-3. O reflexo das primeiras experiências verifica-se que a primeira opção o sistema é o mesmo (4-1-3-2, com o Javi abandonado na tarefa de recuperação de bolas), tendo, na 2ª parte do jogo frente ao Servette, sido apresentada uma variação com a inclusão de um duplo pivot no meio campo numa espécie de 4-2-1-3 ou 4-2-3-1 um pouco confuso que não resolve o problema de inferioridade numérica que habitualmente temos no meio campo.
O facto de existirem mais opções permitirá (se houver rotatividade) manter um ritmo elevado e pressão alta, o que reduzirá o problema da recuperação da bola e da insuficiência numérica na zona do meio campo, contudo, para jogos mais exigentes, parece-me que será insuficiente (na época em que fomos campeões, mesmo em grande forma, essas dificuldades foram evidentes – fcp; Braga; Liverpool; Sporting, etc…).

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